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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Passeri
Parvordem: Passerida
Família: Turdidae
 Rafinesque, 1815
Espécie: T. leucomelas

Nome Científico

Turdus leucomelas
Vieillot, 1818

Nome em Inglês

Pale-breasted Thrush


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Sabiá-barranco

O sabiá-barranco é o sabiá mais comum do interior do Brasil, especialmente em regiões de cerrado. Também chamado de sabiá-barranqueira, capoeirão, sabiá-de-cabeça-cinza, sabiá-fogueteiro, sabiá-branco, e sabiá-pardo. É uma ave passeriforme da família Turdidae, um pouco menor do que o sabiá-da-mata e o sabiá-laranjeira. Pode ser confundido com o sabiá-poca. Espécie semiflorestal. Vive à beira de matas, parques, matas de galeria, coqueirais e cafezais.
Canto de Pássaros: https://www.youtube.com/c/CantodeP%C3%A1ssaros/

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (latim) Turdus = Tordo; e do (grego) leukos = branco; e melas = preto, leukomelas = mistura de branco e preto ou seja cinzento. ⇒ Tordo cinzento. Canto de Pássaros: https://www.youtube.com/c/CantodeP%C3%A1ssaros/

Características

O adulto apresenta o alto da cabeça arredondado, acinzentada nos lados e olivácea na parte alta, sem a mácula negra à frente dos olhos. Bico cinza escuro uniforme. O tom acinzentado domina as costas, tornando-se amarronzado nas asas. Peito acinzentado, com a garganta branca e listras cinza escuro bem definidas. Quando voa, às vezes mostra a área alaranjada da parte interna das asas. A parte inferior da cauda é clara.
O juvenil tem o dorso pintalgado de bolas amarronzadas, sem a garganta branca bem delimitada. Pontos marrons no peito e barriga. Mede cerca de 22 a 23 centímetros. Não apresenta dimorfismo sexual, sendo sua diferenciação feita apenas pelo canto, que é característica dos machos.

Subespécies

Possui três subespécies reconhecidas:

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015; Clements checklist, 2016).

Fotos das subespécies de Turdus leucomelas
(ssp. leucomelas) (ssp. albiventer) (ssp. cautor)

Alimentação

Alimenta-se basicamente de minhocas e artrópodes. Assim como outros sabiás, revira as folhas caídas em busca de pequenos invertebrados e também se alimenta de pequenos frutos. Aprecia os frutos do tapiá ou tanheiro (Alchornea glandulosa). Costuma frequentar comedouros com frutas. Gosta de frutas tropicais, como a banana.

Foi observado na cidade de Jaú-SP um adulto alimentando-se do néctar das flores da paineira-vermelha ou paineira-da-índia (Observação:João Prado). No sudeste e norte do Brasil a espécie já foi avistada se alimentando de lagartixas e cobras-cegas.

Reprodução

Atinge a maturidade sexual aos 12 meses.
Residente, inicia sua reprodução em agosto e estende-a até dezembro. Como outros sabiás, constrói um ninho apoiado em galhos ou forquilhas, às vezes em alpendres e varandas de casas, usando uma mistura de barro, raízes e folhas na parte externa. Forma uma pequena torre e na parte superior fica a tigela funda de material vegetal mais macio. A fêmea choca de 2 a 4 ovos verde-azulados com salpicos pardos, que medem 28 por 20 milímetros e são incubados durante cerca de 12 dias, com os filhotes saindo do ninho em 17 dias. Por um tempo os filhotes costumam utilizar o ninho para dormir após já terem conseguido alçar voo em companhia dos pais. (Observação Pessoal, João de Almeida Prado).
A fêmea retira ou engole os sacos fecais dos filhotes nidícolas [T. Sigrist - Avifauna Brasileira, pg 253].
Costuma ter quatro ninhadas por temporada.

Hábitos

Comum em todas as matas ciliares, matas de galeria, matas secas, cambarazais e cerradões. Utiliza os capões de cerrado e cruza áreas abertas em voos diretos a meia altura. Acostuma-se com ambientes criados pela ação humana, como jardins, pomares e áreas urbanas bem arborizadas. Canta somente na primavera, época em que acasala. Adapta-se a diferentes ambientes e também é muito visto em parques urbanos com muita vegetação.

Vocalização

Sua voz é múltipla, com um canto contínuo, menos forte do que o de sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris), composto de motivos relativamente simples, repetidos uma ou duas vezes. Durante o resto do ano só emite vocalizações de alerta, especialmente ao entardecer, quando disputa os melhores poleiros para passar a noite. Costuma ser o pássaro que emite o alerta mais forte em situações de “mobbing”, denunciando às outras aves a presença de um predador ou ameaça em potencial. É o pássaro que mais vocaliza em alerta perante Pulsatrix koeniswaldiana ( Observações pessoais de Henry Miller Alexandre ).

Canto
Turdus leucomelas
WA704492
Chamado
Turdus leucomelas
WA59263
Alerta
Turdus leucomelas
WA1551163

Predadores

Distribuição Geográfica

Presente no Brasil todo.

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

Galeria de Fotos